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Um puta sono do cão

Ela anda como se estivesse numa passarela. Ela até que é bonitinha, mas tem aquele jeitinho de quem usa e faz o que está na moda. Ela diz que é legal. Uma pessoa muito legal, apesar de “quem olha acha que sou chata”. Ela é chata. Chata e sem graça. Ela vai a baladinhas e bares da moda. Ela rebola os joelhos e deixa a bunda dura. Ela balança os cabelos e te chama pra dançar. Ela adora dançar o “créu”, “tô co cu pegando fogo” e “é do meu pau que você gosta, é o meu pau que você quer”. Adora se insinuar para os caras mais sem graça e babacas da festa, que ficam com outras. Ela paga de bêbada, mas só toma vinho com leite condensado. Ela paga de putinha, mas aposto que não paga nem boquete. Eu não tenho nada contra ela, mas fiquei com sono. Fiquei com um puta sono do cão.




As vezes fica uma coisa no ar, as certezas passam a ser duvidas, e as duvidas somem como se nunca tivesse ao menos existido, mas o pior de tudo é a responsabilidade pra cada ato falho que cometemos, o peso sempre parece maior do que a reação dele, como se o problema do erro fosse simplesmente errar, e não o que ele implica...
Nessas horas da vontade de enfiar a cabeça no travesseiro, ou sair correndo, no maior estilo forrest gump, fugindo da diferença, da verdadeira realidade por traz daquela historia doce e singela
Run forrest, run